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Artigos sobre VoIP

Alguns Fundamentos Chave

É importante entender que freqüências nosso ouvido é capaz de perceber. Teoricamente, uma pessoa dotada de boa capacidade de audição e que não tenha sofrido redução de sua sensibilidade auricular devido à idade ou algum trauma é capaz de perceber os sons na faixa de freqüência que compreende de 20Hz a 20kHz (20.000 Hz). Somos capazes, no entanto, de produzir sons audíveis apenas na faixa de 50Hz para cima, ao passo que a maior parte da energia sonora que produzimos através do nosso aparelho vocal está concentrada na faixa de 300 Hz a 3 kHz. Por este motivo, entre outros, determinou-se que a faixa compreendida entre 300Hz e 3.4kHz é a que concentra a maior parte da inteligibilidade e informação relativa ao reconhecimento da voz.

Desta forma, os sistemas de telefonia foram projetados para utilizar a faixa entre 300 Hz e 3.4 kHz, o que é o suficiente para manter uma conversação de qualidade e possibilitando o emprego de tecnologia mais eficiente para lidar com esta faixa de freqüência.

A maioria dos telefones analógicos que conhecemos emprega um sistema conhecido como “loop-disconect”, ou “loop start”, conectando o sinais de voz em duas direções, usando dois fios (two-wire), transportando eletricamente a informação correspondente aos dígitos discados e a voltagem de campainha. Uma voltagem de 48V sobre o par de fios é empregada para alimentar o telefone, e por isto não o ligamos na tomada – o sem fio é outra estória, e monitorar a “tirada do gancho”, “colocação no gancho” e pulsar a atividade de discagem.

Para iniciar uma chamada, o usuário levanta o fone, ação esta que fecha um switch no telefone e faz a corrente elétrica fluir em loop, motivo pelo qual chamamos este sistema de “loop start”. A corrente gerada é detectada na Central e  fornece um tom para a linha, tom este que sinaliza ao usuário que agora ele pode iniciar a discagem.

Atualmente o método mais empregado é baseado em DTMF. Neste sistema, cada número é representado por dois tons, associados a um grupo de freqüências alto (1209Hz, 1336Hz e 1447Hz), e a um grupo de freqüências baixas (697Hz, 770Hz, 852Hz e 941Hz). Estes tons são transmitidos simultaneamente, por um curto período de tempo, um padrão que é definido pelo ITU-T. Foi a introdução deste sistema que possibilitou a implantação dos sistemas atuais baseados em menu, tais como home banking, serviços de seguros, call centers automatizados, e outros sistemas baseados em reconhecimento de tons.

Relativamente em relação aos Estados Unidos, estas implementações demoraram muito a acontecer no Brasil, mas hoje são de uso corrente e de conhecimento por boa parte da população, o que passou a acontecer graças às reformas tornadas possíveis após a privatização das Teles e da inversão maciça de investimentos que permitiu a disseminação destes sistemas.

A maioria dos sistemas de telefonia baseados em PBX atualmente é digital, embora isto não implique no uso de telefones digitais, necessariamente. Dado o seu elevado custo no mercado brasileiro, é muito comum o uso do telefone analógico, ainda que acoplado a uma central digital. Neste caso, a interface do PBX converte o sinal analógico do aparelho telefônico na codificação PCM (*). O sonho de muitos é possuir uma Central IP de última geração, com o aparelho mais barato da praça, o que nem sempre faz sentido...

 

 
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